sexta-feira, 31 de maio de 2013

O planeta Terra

A Terra e seus movimentos

Apesar deste tema não estar contemplado no CBC de Geografia para o segundo segmento do Ensino Fundamental, resolvi fazer este objeto de aprendizagem (OA) como um teste no Xerte. Acredito que ele possa ser útil aos professores de Ciências, mas nada impede que os professores de Geografia o possam utilizá-lo. Este OA é de fácil navegação, totalmente intuitivo.

Brevemente estarei tentando postar um OA construído no Xerte.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

9º. Ano

WEBQUEST SOBRE CULTURA, NATUREZA E SOCIODIVERSIDADE

Os alunos deverão resolver e entregar a webquest abaixo:






domingo, 12 de maio de 2013

7º. Ano



MÓDULO 3 – A POPULAÇÃO BRASILEIRA

Brasil, um país populoso

                Ao estudar a população de determinado lugar, como um município, um estado, um país, um continente ou até mesmo do mundo inteiro, podemos conhecer várias informações sobre as pessoas que vivem nesse lugar:
·         como estão distribuídas pelo território;
·         quais suas condições de vida;
·         qual seu nível de escolaridade;
·         qual sua taxa de crescimento natural, dentre outras informações.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população absoluta do Brasil é composta por 190.732.694 pessoas (Censo 2010).
Se compararmos a população absoluta do Brasil com a de outros países, podemos dizer que o Brasil é um país populoso. Observe no mapa abaixo quais são e onde se localizam os cinco países mais populosos do mundo:


                Agora, responda às seguintes questões com base no mapa anterior:

1)      Qual é o país mais populoso do mundo?
2)      Qual é o terceiro país mais populoso do mundo?
3)      E o Brasil? Está em qual colocação?

Como a população brasileira cresceu?


                Até meados do século XIX, a população brasileira cresceu de maneira bastante lenta. No período colonial, o número de portugueses que vieram para o Brasil não foi grande. Muitos dos africanos que vieram como escravos acabavam morrendo devido aos maus-tratos que sofriam. A população indígena também diminuía, devido às lutas com os portugueses ou em função das doenças trazidas pelos portugueses.
                A população brasileira começou a crescer mais rapidamente a partir do final do século XIX, quando os imigrantes começaram a chegar ao país. Em apenas 50 anos (cinco décadas), entram 4 milhões de imigrantes no Brasil.
                Por volta de 1930, o governo brasileiro passou a dificultar a entrada de estrangeiros no Brasil e, com isso, os fluxos imigratórios (entrada de imigrantes) começaram a diminuir. Desde essa época, a imigração passou a contribuir de forma muito reduzida para o crescimento da população brasileira.

O crescimento natural da população brasileira

                Além da imigração (que ocorreu até 1930), o crescimento da população brasileira ao longo do século XX ocorreu devido ao crescimento natural da população.
                O crescimento natural da população brasileira é também chamado de crescimento vegetativo. O crescimento vegetativo acontece quando o número de pessoas que nascem (taxa de natalidade) é maior que o número de pessoas que morrem (taxa de mortalidade).


O crescimento natural da população brasileira tornou-se mais elevado a partir de 1940, devido à diminuição da taxa de mortalidade. Os novos medicamentos, as campanhas de vacinação, a expansão da assistência médico-hospitalar e a ampliação do saneamento básico (água tratada e rede de esgoto).
Nessa época, as doenças que mais se alastravam, provocando grande número de mortes eram: sarampo, tuberculose, tétano, cólera e febre amarela.
A população brasileira cresceu rapidamente no século passado, mas apresenta um ritmo de crescimento cada vez menor nas últimas décadas, pois na atualidade as famílias optaram por terem menos filhos. Na década de 1960, as mulheres tinham, em média, 6 filhos. Atualmente, as mulheres têm cerca de 2 filhos.

POR QUE AS MULHERES PASSARAM A TER MENOS FILHOS?

Para entender os motivos que levaram as mulheres a terem menos filhos é preciso compreender as mudanças pelas quais nossa sociedade passou nas últimas décadas:
1)      A mudança da zona rural para as cidades (a partir da década de 1970), aumentou o custo de vida das famílias (alimentação, vestuário, saúde, educação, transporte, moradia);
2)      Entrada da mulher no mercado de trabalho. Como era difícil as mulheres grávidas conseguirem emprego, elas optavam por terem cada vez menos filhos;
3)      Realização de campanhas de controle da natalidade fez aumentar o número de esterilizações entre as mulheres (laqueadora) e os homens (vasectomia);
4)      Popularização dos métodos contraceptivos (pílulas anticoncepcionais, preservativos).


A pluralidade cultural do povo brasileiro

                Os brasileiros possuem uma cultura extremamente rica e diversificada. Quando falamos em cultura, não estamos nos referindo ao conhecimento das pessoas, mas aos aspectos que dão identidade a um povo: língua, jeito de falar, de vestir, religiões praticadas, hábitos, costumes e tradições que são transmitidos de geração para geração.
                Essa pluralidade (diversidade) da cultura brasileira tem origem na formação da nossa população, que aconteceu a partir do encontro de diferentes povos: indígenas (nativos), portugueses (europeus), negros (africanos) e imigrantes (italianos, alemães, espanhóis, japoneses, árabes).
                Cada um desses povos deixou uma herança cultural que hoje está presente em nosso modo de vida:
1) portugueses: nos deixaram a língua, a religião católica e doces à base de leite e ovos;
2) indígenas: nos legaram o hábito de tomar banho diariamente, descansar em rede e utilizar alimentos preparados com a mandioca e o milho;
3) africanos: criaram a feijoada, o acarajé, o vatapá, a cocada;
4) italianos: nos deixaram a pizza, a macarronada, a lasanha e a polenta;
5) japoneses: nos apresentaram o sushi e o sashimi;
6) árabes: nos ensinaram a fazer quibes e esfirras.

Onde e como vivem os brasileiros

                O Brasil é um país populoso, ou seja, apresenta uma população numerosa. Entretanto, se distribuíssemos igualmente os brasileiros pelo território do país, encontraríamos apenas 22 brasileiros em cada quilômetro quadrado (21 hab/km2). Isso significa que a densidade demográfica (população relativa) brasileira é baixa. Alguns países possuem alta densidade demográfica: Bangladesh (1.064 hab/km2), Índia (345 hab/km2) e Japão (338 hab/km2).
                Para conhecer a densidade demográfica (população relativa) de um país basta dividir o número total de habitantes pela área total de seu território. Veja como calcular a densidade demográfica do Brasil:
·         Número total de habitantes: 190.736.694
·         Área total do território brasileiro: 8.514.876,5 km2


Dessa forma, podemos concluir que quanto maior o número de pessoas em um lugar, maior será a densidade demográfica desse lugar.

Por que a população brasileira está distribuída de maneira tão desigual pelo território?

                A população brasileira está distribuída de maneira desigual pelo território. Essa distribuição desigual está associada, principalmente, a fatores históricos econômicos.
                O processo de ocupação do território brasileiro pelos portugueses começou no início do século XVI, a partir do litoral. Assim, na faixa litorânea surgiram as primeiras cidades e se desenvolveram as atividades econômicas. O desenvolvimento da economia na região litorânea fez as cidades crescerem e se multiplicarem. Atualmente, 90% da população brasileira vive nessa região, onde estão concentradas as maiores cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
As áreas interioranas começaram a ser ocupadas de maneira mais efetiva a partir dos meados do século XX (1950) e as atividades econômicas estão ainda em sua fase inicial. Mesmo abrangendo quase a metade  do território brasileiro, o interior do Brasil abriga apenas 10% da população brasileira.

As migrações internas e o povoamento do interior do país

                O povoamento das regiões interioranas do Brasil, sobretudo as regiões Centro-Oeste e Norte, aconteceu por meio de fluxos migratórios que ocorreram a partir da segunda metade do século XX (1950).
                Nessas migrações, um imenso contingente populacional se deslocou das áreas mais povoadas do país (Nordeste, Sul e Sudeste) em direção às novas fronteiras agrícolas do cerrado (Centro-Oeste) e da floresta Amazônica (Norte). Essas migrações promoveram o rápido crescimento populacional dessas regiões que, até então, permaneciam como vazios demográficos (áreas quase despovoadas).
                O povoamento das regiões Centro-Oeste e Norte ocorreu a partir de três grandes fluxos migratórios:
·      Década de 1960: a pobreza de milhares de nordestinos levou grande quantidade deles a migrar em direção à Amazônia para trabalharem nas novas áreas agrícolas ou nos garimpos abertos no interior da floresta.
·      Décadas de 1960 e 1970: a construção da cidade de Brasília abriu milhares de postos de trabalho, atraindo milhares de nordestinos para a região Centro-Oeste.
·      Décadas de 1970 e 1980: o baixo preço das terras e a abertura de novas áreas de colonização agrícola atraíram grandes fluxos de gaúchos, catarinenses, paranaenses, paulistas e mineiros para o Centro-Oeste e Amazônia.

Brasil, país de grandes desigualdades sociais

                Uma das características mais marcantes da população brasileira é a existência de grandes desigualdades sociais. A desigualdade social pode ser facilmente observada na distribuição irregular da renda entre os brasileiros: alguns ganham muito e a maioria ganha pouco ou nada. Com isso verificamos a existência de bairros luxuosos ao lado de favelas, a existência de sofisticados shopping centers (onde se vendem grifes e produtos originais) e shoppings populares (onde se vendem mercadorias de “segunda linha”, não originais), automóveis importados e carros velhos, restaurantes requintados e restaurantes populares (onde se o cidadão pode comer com poucos reais no bolso), hospitais particulares com excelentes equipamentos e equipe médica, enquanto existem hospitais públicos que não têm sequer leitos para atender a população carente.
                A origem de tantas desigualdades sociais está relacionada ao modelo de desenvolvimento econômico implantado no Brasil desde o período colonial, onde a riqueza produzida no país fica concentrada nas mãos de uma pequena elite (grandes empresários, latifundiários e alguns políticos), enquanto a grande massa de trabalhadores, assalariada, vive em situação de pobreza, com rendimentos que não conseguem garantir sequer suas necessidades básicas de sobrevivência (alimentação, moradia, saúde, educação e vestuário).

A pirâmide etária brasileira vem mudando

                A estrutura etária (idade) da população brasileira vem mudando ao longo das últimas décadas. O país está passando por uma nova dinâmica demográfica, o que vem alterando a forma da pirâmide etária de nossa população em função das seguintes mudanças: redução no número de crianças e jovens (redução das taxas de natalidade), aumento da quantidade de adultos no conjunto da população (diminuição das taxas de mortalidade) e crescimento da quantidade de idosos na população (aumento da expectativa de vida).









quarta-feira, 17 de abril de 2013

9º. Ano

MÓDULO 2 - A DINÂMICA DA NATUREZA E AS PAISAGENS TERRESTRES

A DINÂMICA NATURAL NA FORMAÇÃO DAS PAISAGENS

            Ao longo de sua história geológica (iniciada há mais ou menos 4,5 bilhões de anos), o planeta passou por várias transformações que provocaram mudanças na superfície terrestre. Muitas paisagens existentes no passado desapareceram e deram lugar a outras, com características bem diferentes.

AS PAISAGENS NA HISTÓRIA DA TERRA

            Em sua história geológica, as paisagens terrestres foram constantemente criadas e recriadas por fenômenos e processos naturais. Em certos períodos, a superfície terrestre foi extremamente quente. Em outras épocas, o planeta ficou frio e coberto por extensas camadas de gelo (glaciação). Imensas florestas desapareceram e deram lugar a grandes desertos, enquanto alguns mares secaram e outros foram formados. O nível dos oceanos também oscilou, ora cobrindo grande parte das terras emersas, ora recuando e aumentando a superfície dos continentes.
            A vida no planeta também sofreu alterações significativas. Muitas espécies surgiram, desenvolveram-se, sofrendo mutações e adaptando-se às condições climáticas; outras sucumbiram em função de cataclismos (transformações bruscas de grande amplitude da crosta terrestre), como as glaciações e intensas atividades vulcânicas, ou ainda, à queda de asteroides na superfície do planeta, como os dinossauros, extintos entre 65 e 70 milhões de anos atrás. Os primeiros ancestrais do homem surgiram há aproximadamente 2 milhões de anos.

A AÇÃO DOS FENÔMENOS E DOS PROCESSOS NATURAIS NA TRANSFORMAÇÃO DAS PAISAGENS TERRESTRES

            Nos últimos milhões de anos, nosso planeta não foi atingido por cataclismos. Com isso, as condições naturais da Terra pouco se alteraram, permanecendo com características semelhantes às que possuímos hoje. Entretanto, mesmo tendo se alterado pouco, as paisagens terrestres continuam sendo transformadas pela ação de fenômenos e processos naturais que ocorrem na superfície e no interior do planeta.
            Fenômenos como o vulcanismo, o tectonismo, os ventos e os movimentos da água do mar atuam na modelagem do relevo terrestre. Observe o quadro:

FENÔMENO
AÇÃO NO RELEVO TERRESTRE
Vulcanismo
Cria novas formas de relevo como planaltos ondulados e ilhas no oceano.
Tectonismo
São responsáveis pela formação de cadeias de montanhas, falhas e dobras.
Ventos
Esculpem rochas, alterando sua forma original, e deslocam dunas nos desertos.
Movimento da água do mar
Esculpe o relevo litorâneo, dando origem às falésias (paredões de rochas).

            Além da dinâmica natural, o homem transforma intensamente as paisagens terrestres. Essas alterações ocorrem em função da construção e crescimento das cidades, abertura de estradas, expansão das lavouras, construção de lagos artificiais para as usinas hidrelétricas, dentre outras.

Fonte:
GARCIA, Valquíria Pires; BELLUCI, Beluce. Projeto Radix: geografia, 8º. ano. São Paulo: Scipione, 2009. pp. 36-44.



AS GRANDES PAISAGENS NATURAIS DA TERRA (BIOMAS)

                A maneira como os elementos naturais (clima, solo, relevo, vegetação) se combinam e interagem cria diversos tipos de paisagens na superfície do planeta.
                As regiões de clima quente e chuvoso favorecem o desenvolvimento de grandes florestas, com rios extensos e caudalosos. Nas regiões de clima seco (árido), os rios são inexistentes ou intermitentes e as plantas estão adaptadas à escassez de água, como os cactos.
                Dentre os elementos naturais, a vegetação é o que mais se destaca na paisagem. Por esse motivo, as grandes paisagens naturais do planeta são agrupadas de acordo com a vegetação. Observe o mapa da página 45 do seu livro didático ou o planisfério abaixo:



FORMAÇÃO VEGETAL
LOCALIZAÇÃO
CLIMA
CARACTERÍSTICAS
FLORESTA PLUVIAL TROPICAL
Região intertropical, ou seja, na faixa situada entre os trópicos de Câncer e Capricórnio. Abrange boa parte da América do Sul e Central, África e Ásia.
Quente e úmido
Floresta exuberante, com grande diversidade de árvores e plantas, animais, insetos e microorganismos. Possui a maior biodiversidade do planeta.
FLORESTA TEMPERADA
Região situada entre os círculos polares (Ártico e Antártico) e os trópicos, principalmente nos EUA, Europa, Ásia e sul do Chile.
Temperado, com as quatro estações do ano bem definidas.
Possui menos variedade menor de espécies do que as florestas tropicais. Suas árvores são caducifólias, isto é, perdem as folhas durante o outono e o inverno. As folhas das árvores mudam de colorações de acordo com a estação do ano.
FLORESTA DE CONÍFERAS
(floresta boreal ou taiga)
Regiões próximas aos círculos polares (Ártico e Antártico).
Frio, com invernos rigorosos.
Também chamada de floresta Boreal, essa vegetação é bastante homogênea, formada basicamente por pinheiros adaptados ao rigor climático.
TUNDRA
Desenvolve-se no extremo norte do planeta, nas regiões situadas dentro do círculo Polar Ártico. Não existe tundra na região polar antártica.
Polar, extremamente frio, com apenas duas estações: um inverno rigoroso, que dura cerca de seis meses, e um verão muito suave, que também dura cerca de seis meses.
A tundra é composta por liquens, musgos e plantas herbáceas. Essa vegetação aparece somente durante o verão.  No restante do ano, a região fica coberta por neve.
SAVANA
Desenvolve-se na região intertropical (entre os dois trópicos). Essa vegetação aparece na América do Sul (como o nome de cerrado), África, Ásia e Austrália.
Tropical típico, com duas estações: uma seca (inverno) e outra chuvosa (verão).
Formação arbórea, constituída por árvores de pequeno porte, entremeadas por plantas herbáceas e gramíneas. No Brasil, a savana (cerrado) apresenta árvores com troncos e galhos retorcidos, casca grossa, folhas espessas, e raízes profundas.
ESTEPE E PRADARIA
Estendem-se por vastas áreas da América do Norte e Ásia. Na América do sul, elas aparecem principalmente na Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul.
Clima temperado continental
As estepes são formações compostas por arbustos esparsos e aparecem nas regiões mais secas. As pradarias são formações herbáceas (gramíneas) e aparecem nas regiões mais úmidas. Na América do Sul, as pradarias recebem o nome de pampas.
VEGETAÇÃO DESÉRTICA
Desenvolve-se em regiões de clima árido (seco) e aparecem na América do Sul, África, Oriente Médio, Ásia e Austrália.
Clima desértico
As plantas são adaptadas à escassez de água. Possuem raízes profundas para captar a água do subsolo. Algumas espécies germinam apenas durante as raras chuvas. Em poucos dias brotam, crescem, florescem e morrem, espalhando novas sementes que germinarão na próxima chuva.

Abaixo, você encontra cada um biomas do planeta:


FLORESTA PLUVIAL TROPICAL


FLORESTA TEMPERADA


FLORESTA DE CONÍFERAS (TAIGA OU FLORESTA BOREAL)


TUNDRA


SAVANA (no Brasil, é conhecida como cerrado)




CERRADO (savana brasileira)


ESTEPE


PRADARIA


VEGETAÇÃO MEDITERRÂNEA (chaparral)


VEGETAÇÃO DESÉRTICA


Fonte:
GARCIA, Valquíria Pires; BELLUCI, Beluce. Projeto Radix: geografia, 8º. ano. São Paulo: Scipione, 2009. pp. 45-49.




MÓDULO 3: A TRANSFORMAÇÃO DAS PAISAGENS E A CONSTRUÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO





O SER HUMANO NAS PAISAGENS TERRESTRES



                O homem habita os mais variados lugares do mundo, até mesmo nas regiões mais inóspitas (que não oferece conforto) à sua sobrevivência (interior das florestas, desertos, montanhas, geleiras).
                A extraordinária capacidade de se ambientar às extremas condições do meio natural permite que a humanidade se estabeleça nos mais diferentes hábitats. Essa capacidade de adaptação do homem ao meio o distingue dos outros animais.
                Para sobreviver em lugares tão hostis (desfavoráveis), o homem desenvolve técnicas e tecnologias para extrair da natureza aquilo que é necessário à sua sobrevivência.
                À medida que a humanidade se dispersou (espalhou) pela superfície terrestre, o homem se apropriou da natureza e provocou transformações nas paisagens.

TRABALHO, TÉCNICA, PAISAGEM E ESPAÇO GEOGRÁFICO

                Ao longo de sua existência, o homem ampliou sua capacidade de intervir na natureza. Do início da agricultura até os dias atuais, o homem aperfeiçoou suas ferramentas de cultivo do solo:

Arado manual → arado de tração animal → arado mecânico (trator)


Arado manual










Arado com tração animal


Arado com tração mecânica (trator)









                  A evolução das ferramentas e o aumento da capacidade produtiva do homem só foi possível à medida que ele adquiriu novos conhecimentos e novas habilidades. A esse conjunto de conhecimentos que torna o trabalho humano cada vez mais ágil chama-se técnica.
                O aprimoramento das técnicas aumentou também a capacidade de exploração da natureza pelo homem: cultivo de extensas áreas de solo, exploração de recursos florestais e minerais (subsolo), utilização da água para gerar energia elétrica etc.
                Ao se apropriar dos recursos da natureza, o homem transforma cada vez mais as paisagens naturais, alterando suas características originais. A esse espaço, que é ocupado e transformado pelo trabalho humano damos o nome de espaço geográfico.

TÉCNICAS E CULTURAS

                A evolução e desenvolvimento das técnicas que permitem ao homem “dominar” a natureza para extrair dela o que é necessário para sua sobrevivência e enriquecimento aconteceu ao longo da história, mas foi nos dois últimos séculos (XIX e XX) que esse desenvolvimento se intensificou.
                Podemos observar a presença da evolução dessas técnicas em nosso dia a dia:
- quando utilizamos o caixa eletrônico para pagar uma conta ou sacar uma quantia em dinheiro;
- quando fazemos uma ligação para um amigo através de um telefone celular;
- quando enviamos ou recebemos mensagens eletrônicas pela internet;
- quando realizamos exames médicos sofisticados de medicina nuclear (ressonância magnética).
                Entretanto, nem todos os povos convivem com essas técnicas modernas. Existem sociedades espalhadas pelo planeta que utilizam técnicas simples para atender às suas necessidades. Em geral, essas sociedades vivem da caça, da pesca, da coleta de frutos e plantas e do pastoreio nômade ( que se desloca constantemente à procura de alimento). Apesar de utilizarem técnicas simples e, muitas vezes, rudimentares, essas atividades garantem a sobrevivência desses povos. São exemplos desses povos:

- indígenas da floresta Amazônica (como os Yanomamis);
- pigmeus e os bosquímanos que vivem na floresta do Congo;
- os inuítes (esquimós) que vivem nas regiões geladas do Ártico;
- os aborígenes, na Austrália;
- os pastores nômades (tuaregues) do deserto do Saara;
- os massais, das estepes africanas;
- os samals (pescadores), das ilhas do Pacífico e os mokens, das ilhas do Índico;

Fonte:
GARCIA, Valquíria Pires; BELLUCCI, Beluce. Projeto Radix: geografia, 8º ano. São Paulo, Scipione, 2009. p. 54-64.



Os povos e as identidades culturais
                Os povos citados anteriormente (yanomamis, ticunas, pigmeus, bosquímanos, inuítes, aborígenes, tuaregues, massais, samals, mokens, quíchuas, aimarás, berberes e os khmers) apresentam algumas características e peculiaridades que os distinguem da maioria das sociedades do mundo.
                Esses povos apresentam muitas diferenças entre si, como nos hábitos, nas tradições, na língua que falam, nos alimentos que consomem, nas atividades que praticam e na maneira como se vestem. Muitas vezes, são as condições naturais existentes no lugar onde vivem que influenciam o modo de viver desses povos.
                Esses aspectos, que caracterizam e dão identidade a cada povo, constituem o que chamamos de cultura. A cultura é o aspecto que melhor distingue os diferentes povos do mundo. É por meio da cultura que os indivíduos de cada povo relacionam-se entre si e também com a natureza, transformando e modificando o espaço geográfico onde vivem.
                A cultura de um povo também se expressa na paisagem dos lugares, por exemplo, nas casas de barro dos massais, nas casas cobertas por palhas dos índios da floresta Amazônica e nas moradias flutuantes dos mokens.
Técnicas, modo de vida e identidade cultural
                Vivemos em um mundo marcado pelas inovações técnicas, onde uma infinidade de produtos cada vez mais sofisticados são colocados no mercado. A todo momento presenciamos o lançamento de sofisticados aparelhos de som, vídeo, celulares, computadores, automóveis e outros produtos.
                O acesso a essas tecnologias passa a fazer parte do cotidiano das pessoas, gerando novos hábitos e necessidades (muitas vezes supérfluas), modificando nosso modo de vida. Atender a uma chamada no telefone celular ou enviar uma mensagem eletrônica pelo e-mail já fazem parte da rotina diária de milhões de pessoas pelo mundo afora. Assim, nosso modo de vida tem sido marcado e influenciado pelas inovações tecnológicas.
                Muitas dessa inovações foram sendo incorporadas por sociedades tradicionais como aquelas que sobrevivem basicamente da pesca, da coleta, do pastoreio ou da agricultura de subsistência. Geralmente, a incorporação dessas tecnologias provoca a perda da identidade cultural desses povos, que acabam criando um novo modo de vida, abandonando as tradições e hábitos seculares que eram transmitidos de geração em geração.

Fonte:
GARCIA, Valquíria Pires; BELLUCCI, Beluce. Projeto Radix: geografia, 8º ano. São Paulo, Scipione, 2009. p. 66 e 70.


MÓDULO 4 – A AÇÃO HUMANA , A DINÂMICA NATURAL E AS QUESTÕES AMBIENTAIS
Os impactos ambientais estão alterando a dinâmica natural do planeta
            O aprimoramento das técnicas permitiu que a humanidade sobrevivesse nos lugares mais inóspitos do planeta. Entretanto, esse aperfeiçoamento ampliou o ritmo e a velocidade das atividades humanas sobre a paisagem natural.
            A exploração dos recursos naturais do planeta não só agravam os impactos ambientais como fazem surgir novos problemas ambientais. Veja as manchetes abaixo e resolva as questões propostas.

Vários problemas ambientais afetam os mais diferentes lugares da superfície terrestre como a poluição do ar, a contaminação dos lagos, rios, mares e oceanos, a devastação das florestas, a existinção de seres vivos, entre outros.
À medida que os problemas ambientais se intensificam, seus efeitos passam a ter consequência global, como os gases tóxicos lançados pelos escapamentos dos veículos e chaminés das fábricas que contribuem para o aumento do efeito estufa.
Vivemos uma intensa crise ambiental onde as agressões ao meio ambiente geram sérios impactos, alterando os mecanismos que sustentam e regulam a vida na Terra.
1)      Desmatamento e queimadas:  provocam a extinção de milhares de espécies da fauna e da flora, enquanto ameça muitas outras. A extinção das espécies provoca uma perda irreparável da biodiversidade, rompe o equilíbrio das cadeias alimentares nos ecossistemas, causa a extinção de certas espécies ou a proliferação de outras. Provocam também a erosão dos solos, a emissão de gases tóxicos na atmosfera (queimadas) e mudanças climáticas locais.
2)      Poluição dos recursos hídricos: provocada pelo lançamento de esgotos domésticos e industriais no cursos dos rios, lagos, oceanos e mares. Ameça a vida aquática ao provocar a morte de plantas, peixes e outros seres vivos. A superexploração da água diminui o nível dos reservatórios subterrâneos e dos lençóis freáticos. Muitos mananciais se encontram ameaçados pela poluição, enquanto outros já secaram completamente, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas em todo o mundo.

3)      Poluição do ar: provocada pela emissão de gases tóxicos como o dióxido de carbono (CO2), provenientes das queimadas e de combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo na atmosfera. Esses gases alteram a composição química da atmosfera e desencadeia a chuva ácida e o efeito estufa.

Fonte:
GARCIA, Valquíria Pires; BELLUCCI, Beluce. Projeto Radix: geografia, 8º ano. São Paulo, Scipione, 2009. p. 76-79.